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Crianças e Adultos

 

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Marina Miyazaki Araújo
Marina Miyazaki Araújo
 

Informações

Data de Nascimento: 02/13/1967
Descrição: Eu sou a Marina, sou esposa, sou mãe de muitos filhos (mas esta é uma outra longa história), já fui aluna e também fui professora. Já fui criança e tento ser adulta. Já perdi, já sofri, até ganhei. Já fiz coisas certas e fiz mais um monte das coisas erradas. Dizem que se aprende com as coisas erradas, pra mim só faltou essa parte de aprender.

Não tenho paciência, não tenho bom humor, não sou delicada, sou muito, muito brava e ainda falo umas coisas bem terríveis quando estou nervosa. Mas também sei fazer o contrário disso, mas dura bem pouco tempo, por que não é fácil manter o alto padrão de qualidade: ser boazinha, um exemplo de ser humano, bem humorada, ser paciente e gentil, ou seja, praticamente uma fada.

Além de tentar dizer ao adulto como uma criança pensa, eu também escrevo sobre futebol. Ou melhor, escrevo sobre os homens, aqueles que são torcedores e jogadores de futebol, mostrando que eles também não passam de crianças grandes com pêlo, quando se trata do amor pelo time.

Também sei fazer diversas coisinhas que aprendi sozinha, que na maioria das vezes, o resultado não é nenhum primor, mas sempre me meto a tentar de tudo. Acho que sei cuidar de criança e conversar com idosos, adoro isso. Também sei namorar, ouvir música, sei até ler e consegui decorar a tabuada (esses dias atrás, mas isso é segredo). Consigo cozinhar, lavar e passar roupa, costurar, pintar quadros e parede (os dois no mesmo nível, mas consigo), bordar, fazer tricô e crochè. Sei preparar cimento, cortar grama, desenhar, fazer artesanato, trocar torneira, consertar brinquedo, contar piada, arrumar noiva, cuidar de jardim e de passarinho, dar banho em cachorro, cortar cabelo de gente e até arrumar defunto no caixão. Sei fazer criança comer, gostar de ler e de ouvir música. Sei me virar com o computador e sei procurar minhoca pra pescar, sei nadar, jogar bola e sambar. Sei um pouco de japonês, sei nada de inglês e nunca aprenderei a tocar nenhum instrumento musical, por que me acho incapaz.

Tenho uma memória vergonhosa e uma dislexia engraçada. Só descobri isso quando eu estava na faculdade, até então, eu achava que todo mundo fosse assim. Tenho uma dificuldade assombrosa com nomes, números e rostos. Às vezes, leio a palavra seguinte antes da primeira, troco números e letras. Ou seja, é melhor você não me pedir para ir ao banco mexer na sua grana.

Eu estou por aqui, tentando readquirir o olhar infantil, que vê o mundo todos os dias “Como Se Fosse Novidade”.